Friday, October 2, 2009

O Caminho

Para os católicos portugueses, o dia mais importante da nossa história é certamente aquele em que Deus nos visitou através de Nossa Senhora.

Portugal é sem dúvida para todos nós terra de Nossa Senhora pois mesmo para aqueles que não têm fé e trazem Deus perdido no seu interior, Fátima é um um mistério incrivel que ,embora possam não acreditar, é marco espiritual no caminho da sua vida.

Não devemos esquecer que por várias vezes na nossa História foi prestada pelas mais altas individualidades homenagens a Nossa Senhora; D. Afonso Henriques dedicou-Lhe a construção do Mosteiro de Alcobaça como forma de agradecer a conquista de Lisboa, D.João I mandou construir o Mosteiro da Batalha em honra de Santa Maria como forma de agradecer a vitória de Aljubarrota, D. Henrique mandou ereger em Belém a Capela de Nossa Senhora onde grandes descobridores rezavam antes de rumarem aos oceanos e D. João IV coroou Nossa Senhora Rainha de Portugal.

Mesmo para aqueles que não têm fé ,Fátima é um acontecimento intrigante e perturbador.

Para nós peregrinos pisar a estrada falando com Deus duma forma que só na nossa semana o podemos fazer ,rezar, simplesmente rezar com a avidez com que rezamos durante a caminhada, são de facto o maior momento do ano e dos dias conturbados em quer vivemos.

E é com muita alegria que vamos constatando as mudanças e transformações interiores com que nos temos confrontado ao longo dos anos de peregrinos.

O 13 de Maio é e será cada vez mais a esperança dos católicos sejam eles mais ou menos praticantes.

Eu confio na humildade e na esperança que Fátima nos transmite. E é com estes sentimentos que procuro fazer de todos os dias uma caminhada para o Santuário onde em tempos nada mais havia que um campo onde 3 pequenos pastores mudaram a vida de milhões.

E para os novos que julgam que Deus se esqueceu deles e tentam através da caminhada para Fátima um reencontro com Ele, o toque mágico e maternal da Virgem durante o caminho é e será sempre o verdadeiro mistério de tudo o que se passou na Cova da Iria nesse bendito ano de 1917 que para todos nós será o ano do século vinte.

Luis Barahona de Lemos